quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Eu quero

Arrastar meu corpo até o campo
Apertar minhas veias e prendê-las com um grampo
Avistar o pássaro e escutar seu canto
Abrandar a dor que vejo no teu pranto
Avaliar se eu mereço tanto

Paro, penso

Pra que correr atrás do tempo
Pra que fingir que corro como o vento
Pra que correr se só posso chegar a um lugar
E neste lugar não tenho pressa de chegar 

Um pouco de poeira

A estrada à minha frente está mais curta, mais estreita
Vejo alguns atalhos...Retornos, nenhum...
De quando em quando sopra uma brisa, o sol aparece...
Mas em geral o (meu) tempo permanece nublado

Às vezes passo por terras que parecem estéries
Outras vezes, longe, muito longe, percebo alguma cor, 
penso ouvir o riso de um riacho

O último animal que vi foi um cachorro que me acompanhou
por algum tempo...
Sem nada a oferecer a ele...Simplesmente sumiu...

Embora um tanto solitária a jornada não é de todo maçante
Afinal de contas, é a minha estrada, é a minha jornada...
Certamente tenho que fazê-la sozinho

De quando em quando eu sento, descanso, me alimento com imaginação

De quando em quando afasto os pensamentos que me impelem a 
sonhar com outra estrada, outra jornada

Não...Não quero outros caminhos...

Quero meus caminhos, minha estrada, minha jornada...
Ainda que me levem...
Rigorosamente...
A lugar nenhum...

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