sexta-feira, 13 de maio de 2016

Corpo & Alma

Anterolistese, Forames Neurais Reduzidos, Pseudo-Abaulamento, Obliterações, Alterações Degenerativas, Compressão, Protusão, Laceração do Anel Fibroso,Sarcopenia, Osteopenia...

De repente, parte de mim pode ser redefinida segundo algumas miseráveis páginas de qualquer compêndio de medicina.

Compêndio...!!!...Meu Corpo pode ser redefinido segundo qualquer rascunho rabiscado, rasgado, dobrado, que, largado no chão, será pisado, chutado e esquecido.

Mas e minha Alma ???...

Que termos definem sua perda ???

Qual o tratamento a ser prescrito para seu resgate ???

Quais os cuidados que devo ter doravante para que ela mantenha o pouco que
lhe resta de integridade ???

Que exercício diário devo fazer para mantê-la sufiicientemente sã ???

Quais os mantras que devo entoar a cada hora cheia para que ela possa se sentir necessária ???

Quais flagelos devo me submeter para não me tornar, definitivamente, literalmente, alguém sem corpo & alma ???

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A Ausência do Hímen

Se nasci em pecado, não deveria jamais ter nascido
Posto que, mesmo ainda não formado, não acreditava em
culpa, perdão, arrependimento...!!!

Se nasci em pecado, não deveria jamais me tornado o que sou

Se nasci em pecado, não deveria jamais julgar os vivos
Posto que meu julgamento, sobre os vivos, não são nem dignos de serem mencionados

Se nasci em pecado, decido: Vou viver em pecado, até o fim...

terça-feira, 8 de março de 2016

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Eu quero

Arrastar meu corpo até o campo
Apertar minhas veias e prendê-las com um grampo
Avistar o pássaro e escutar seu canto
Abrandar a dor que vejo no teu pranto
Avaliar se eu mereço tanto

Paro, penso

Pra que correr atrás do tempo
Pra que fingir que corro como o vento
Pra que correr se só posso chegar a um lugar
E neste lugar não tenho pressa de chegar 

Um pouco de poeira

A estrada à minha frente está mais curta, mais estreita
Vejo alguns atalhos...Retornos, nenhum...
De quando em quando sopra uma brisa, o sol aparece...
Mas em geral o (meu) tempo permanece nublado

Às vezes passo por terras que parecem estéries
Outras vezes, longe, muito longe, percebo alguma cor, 
penso ouvir o riso de um riacho

O último animal que vi foi um cachorro que me acompanhou
por algum tempo...
Sem nada a oferecer a ele...Simplesmente sumiu...

Embora um tanto solitária a jornada não é de todo maçante
Afinal de contas, é a minha estrada, é a minha jornada...
Certamente tenho que fazê-la sozinho

De quando em quando eu sento, descanso, me alimento com imaginação

De quando em quando afasto os pensamentos que me impelem a 
sonhar com outra estrada, outra jornada

Não...Não quero outros caminhos...

Quero meus caminhos, minha estrada, minha jornada...
Ainda que me levem...
Rigorosamente...
A lugar nenhum...

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