A estrada à minha frente está mais curta, mais estreita
Vejo alguns atalhos...Retornos, nenhum...
De quando em quando sopra uma brisa, o sol aparece...
Mas em geral o (meu) tempo permanece nublado
Às vezes passo por terras que parecem estéries
Outras vezes, longe, muito longe, percebo alguma cor,
penso ouvir o riso de um riacho
O último animal que vi foi um cachorro que me acompanhou
por algum tempo...
Sem nada a oferecer a ele...Simplesmente sumiu...
Embora um tanto solitária a jornada não é de todo maçante
Afinal de contas, é a minha estrada, é a minha jornada...
Certamente tenho que fazê-la sozinho
De quando em quando eu sento, descanso, me alimento com imaginação
De quando em quando afasto os pensamentos que me impelem a
sonhar com outra estrada, outra jornada
Não...Não quero outros caminhos...
Quero meus caminhos, minha estrada, minha jornada...
Ainda que me levem...
Rigorosamente...
A lugar nenhum...